sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Inícios de uma formação de intenção revolucionária

    Hoje pensei que uma abordagem mais séria das coisas que este blog pretendia deve conter a ideia de formação. Isso, ao menos, torna mais acessível a sua ideia geral (que, salvo engano, fora chamada de ressubjetivação).

   Gostaria de tratar de alguns princípios que devem servir à formação radical. Rapidamente, imaginei que devem haver elementos de eficiência - contidos no velho princípio "Âo-Rukas-J luvêr KJ" - e elementos de ruptura ética, que tratem de constituir os atributos psicológicos que julgamos interessantes especificamente para a coletividade de intenção revolucionária-autogestionária.
   
    O primeiro elemento de eficiência que quero submeter a teste anedótico é:

    E1) A revisão do cotidiano (etapas operacionais: 1ª revisão de práticas cotidianas com as quais acreditamos desperdiçar tempo; 2ª verificação das necessidades às quais supostamente atendemos com elas; 3ª reorientação econômica das mesmas; 4ª avaliação).
      Obs.: para operacionalização, talvez seja importante fazer uma lista para a 1ª etapa, e uma retomada diária dos objetivos estabelecidos na 3ª etapa na primeira quinzena ou mês (avaliar posteriormente).

    O primeiro elemento de ruptura ética que quero submeter a teste anedótico é:

   R1) A ruptura da bolha (etapas operacionais: 1ª análise de implicação individual - verificação dos recursos pessoais extra-subsistência que estão sendo destinados de maneira incoerente com a intenção revolucionária; 2ª verificação das necessidades às quais supostamente atendemos com elas; 3ª reorientação econômica das mesmas; 4ª avaliação).
   Obs.: trata-se de um procedimento difícil, mas é preciso ter confiança de que a ruptura pode produzir importantes mudanças na configuração motivacional.

    Escrevo em breve algo sobre os resultados desta experiência.